
A Serra do Espinhaço é berço de nascentes que alimentam três das bacias hidrográficas mais importantes do país: São Francisco, Doce e Jequitinhonha. Suas montanhas, campos rupestres e biodiversidade única são patrimônio natural e cultural — território onde comunidades tradicionais mantêm viva a relação entre gente e natureza.
O Fundo Juquinha nasceu para proteger esse território estratégico. Apoiamos ONGs e comunidades locais que trabalham pela segurança hídrica, conservação da biodiversidade do Cerrado e fortalecimento de práticas sustentáveis que respeitam os ciclos naturais e a sabedoria local.
Aqui, cuidar da serra é garantir futuro para milhões de pessoas, preservar a cultura ancestral e manter vivo um dos ecossistemas mais ricos e ameaçados do Brasil.
A Serra do Espinhaço atravessa Minas Gerais e Bahia por mais de 1.100 km, abrigando a Reserva da Biosfera reconhecida pela UNESCO. Seus campos rupestres guardam espécies endêmicas encontradas apenas ali, enquanto suas nascentes alimentam rios que abastecem milhões de brasileiros.
Mas esse território enfrenta pressões crescentes: mineração, agropecuária intensiva, queimadas e ocupação desordenada ameaçam a integridade dos ecossistemas e a disponibilidade hídrica. As zonas de amortecimento são espaços fundamentais para equilibrar desenvolvimento econômico e conservação ambiental.
É aqui que o Fundo Juquinha atua: fortalecendo comunidades tradicionais, apoiando a restauração de nascentes e promovendo a economia sustentável integrada aos ciclos da natureza. Porque proteger a Serra do Espinhaço é proteger a água que nos alimenta e a biodiversidade que nos sustenta.
Abrangência: Reserva da Biosfera Serra do Espinhaço e zonas de amortecimento das Unidades de Conservação e Mosaicos de Áreas Protegidas..
Cada projeto apoiado pelo Fundo Juquinha é resultado do trabalho de ONGs que conhecem profundamente a Serra do Espinhaço, vivem nesses territórios e desenvolvem soluções práticas para desafios reais. Da proteção de nascentes ao fortalecimento da cultura local, cada iniciativa contribui para um futuro onde água, biodiversidade e comunidades prosperam juntas.
Descrição geral do projeto
O Jardim Botânico Cachoeiras dos Sauás (JBCS) é uma iniciativa do Instituto Bacia Viva, voltada para a preservação da Mata Atlântica e outros biomas, e à promoção da educação socioambiental, ecoturismo e agroecologia na região de São Sebastião das Águas Claras (Macacos), Nova Lima – MG.
Objetivo maior
Proteger e restaurar a vegetação nativa da Mata Atlântica, criando um refúgio seguro para a fauna e flora local, um espaço que alie conservação da biodiversidade, pesquisa científica, engajamento comunitário e potencializador de diversos serviços ecossistêmicos, através da constituição de área de proteção ambiental e Jardim Botânico.
Resultados e Impacto
Potencialmente cerca de 100 ha / 1 milhão de m2 de área a ser incorporada ao JBCS para proteção ambiental, conservação da biodiversidade e desenvolvimento de pesquisa, educação e fomento à bioeconomia, com impacto direto na população de Nova Lima, Belo Horizonte e região metropolitanda (6 milhões de habitantes). Mais segurança hídrica e atenuação de riscos climáticos, num ambiente de visitação estruturado e acessível para Escolas, pesquisadores e população em geral.