DÉCADA DA RESTAURAÇÃO – onde indica a dor
Florestas e paisagens são vitais para a vida no planeta, mas muitos destes ecossistemas enfrentam constantes processos de degradação. Diante deste desafio e da emergência climática global, […]


A Economia e a Ecologia são primas irmãs, ambas derivam da raiz grega “oikos” – casa, lar. Na Economia, “as regras da casa”: o que produzir, como produzir e para quem produzir. Na Ecologia, “o estudo sobre a casa”, a reunião de todos os saberes, tradicionais, científicos e epistemológicos.
“O turismo em Unidades de Conservação (UCs) federais em 2025 movimentou R$ 40,7 bilhões em vendas no Brasil, gerou R$ 20,3 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) e sustentou mais de 332,5 mil postos de trabalho no país. Os dados são do estudo elaborado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).” Rafael Cardoso – Repórter da Agência Brasil – Publicado em 09/05/2026 – Rio de Janeiro
“As Unidades de Conservação não são fundamentais apenas para a regulação dos ciclos hidrológicos e do clima, proteção da biodiversidade e do controle do desmatamento, mas contribuem expressivamente para o desenvolvimento da nossa economia em bases sustentáveis. O cuidado com essas áreas protegidas, portanto, é essencial ”. João Paulo Capobianco, ministro do MMA, idem.
Além de um ótimo negócio, criar e manter Unidades de Conservação é bom tanto para a economia quanto a ecologia. Forjando de forma livre um termo do mundo da inovação corporativa, a “ambidestria ambiental”: bom para o planeta, bom para os negócios.
Na economia da restauração, uma cadeia de valor econômica quase invisível, mas funcionando com a mesma dinâmica das atividades agrárias, agora porém não só no foco de produzir, mas de integrar diversas metodologias como restauração natural assistida, silvicultura biodiversa, silvicultura de uma espécie, Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e Sistemas Agroflorestais (SAF), com foco em impacto socioambiental.
“ Diante do papel das florestas na mitigação das mudanças climáticas – com oportunidade de geração de negócios, emprego e renda –, a restauração da paisagem florestal é central para o Brasil. Além de recuperar a biodiversidade, a função ecológica, o solo e outros capitais naturais, a restauração, feita com uma abordagem socioambiental, pode colocar o país na liderança da necessária transição para uma economia de baixo carbono.” WAAK, Roberto; FERRAZ, Thais; BATISTA, Alan. Como viabilizar a restauração florestal em larga escala. Página 22, Brasil, nov/22, disponível em https://pagina22.com.br/2022/11/07/como-viabilizar-a-restauracao-florestal-em-larga-escala/#google_vignette, acesso em 17.jun.2026.
Nesta dança entre desenvolvimento e sustentabilidade, o conhecimento é a base e o princípio de tudo. Assim como tivemos Santos Dumont e hoje temos o ITA e a Embraer, Sinhá Moreira e hoje temos o INATEL e o nosso Vale da Eletrônica, também na biodiversidade temos, dentro outras, nossa EMBRAPA com a pioneira FPS – Fazenda Pantaneira Sustentável, para avaliação da sustentabilidade da atividade pecuária nas fazendas do Pantanal Sul-mato-grossense, e a ESCAS – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade do IPÊ (a ESCAS com 30 anos, o IPÊ com 35), ambos celeiros de saberes, ciência e muito projetos de impacto econômico e sócio ambiental.
“Precisamos trabalhar com a natureza, não contra ela.”
(David Attenborough, naturalista e escritor inglês, 100 anos em 8/maio/2026)
#juntospelanatureza